
Nosotros contestamos que ese precio no puede llegar más allá de las fronteras de la dignidad.*



Lo mas grave de todo es el desastre cultural que estas Navidades pervertidas están causando en América Latina. Antes, cuando sólo teníamos costumbres heredadas de España, los pesebres domésticos eran prodigios de imaginación familiar. El niño Dios era más grande que el buey, las casitas encaramadas en las colinas eran más grandes que la virgen, y nadie se fijaba en anacronismos: el paisaje de Belén era completado con un tren de cuerda, con un pato de peluche más grande que un león que nadaba en el espejo de la sala, o con un agente de tránsito que dirigía un rebaño de corderos en una esquina de Jerusalén. Encima de todo se ponía una estrella de papel dorado con una bombilla en el centro, y un rayo de seda amarilla que habría de indicar a los Reyes Magos el camino de la salvación. El resultado era más bien feo, pero se parecía a nosotros, y desde luego era mejor que tantos cuadros primitivos mal copiados del aduanero Rousseau. 


Empunhando fuzis Kalashnikov, membros da unidade de elite Força 17 e da guarda presidencial observam das fendas de suas balaclavas por todos os cantos.
Eles estabeleceram bloqueios feitos de barreiras de concreto e grandes latões de lixo em um raio de 300 metros do complexo presidencial.
Os carros se aproximam dos soldados cuidadosamente. Todo motorista tem de mostrar documentos de identificação. Eles são forçados a abrir seus porta-malas. Os soldados procuram armas e explosivos.
Conforme avançamos para um outro bloqueio a 100 metros da residência de Abbas, seis soldados nos cercam, apontando suas armas contra o carro. “O que vocês estão fazendo?”, um deles grita.
Após alguns minutos, eles nos deixam passar. Mas não antes de um dos soldados dizer em inglês: “Este é um dos lugares mais seguros do mundo”. Ele deve estar brincando.
Tiros
Um cessar-fogo entre os dois principais grupos políticos palestinos, o Fatah e o Hamas, deveria ajudar a conter a violência que já deixou vários mortos na última semana, incluindo três crianças.
Mas tiros eram ouvidos perto do complexo presidencial, com atiradores não identificados disparando contra os prédios.
Os confrontos entre os dois grupos políticos palestinos vêm crescendo desde a surpreendente vitória eleitoral do Hamas sobre o Fatah, no início do ano.
O governo do Hamas vem sendo objeto de um boicote econômico internacional por sua recusa em reconhecer Israel, debilitando a economia palestina.
Após negociações entre os dois partidos não terem conseguido formar um governo de união nacional, que eles esperavam que pudesse terminar com o embargo internacional, os acertos de contas têm acontecido nas ruas palestinas.
Mahmoud Abbas, também líder do Fatah, sugeriu no sábado eleições antecipadas para encerrar a crise. Os líderes do Hamas disseram que isso era uma tentativa de golpe.
Polarização
Muitos palestinos temem que a crescente polarização política leve a um derramamento de sangue ainda maior.
Em nenhum lugar isso é mais claro do que no cruzamento que separa a Universidades Al-Azhar e a Universidade Islâmica, em Gaza.
A Al-Azhar é vista como uma base do Fatah, enquanto a Universidade Islâmica é vista como uma linha de produção de simpatizantes do Hamas.
Na Universidade Al-Azhar, o campus está vazio. Os estudantes respeitam um período de três dias de luto após um estudante de 19 anos ter sido morto nos confrontos.
A cem metros dali, estudantes se concentram do lado de fora da Universidade Islâmica após o fim das aulas.
Um professor, Wael Bashir, disse que todos estão no limite. “Este ciclo de violência precisa terminar agora”, disse. “Caso contrário, eu temo, isso vai durar para sempre.”


Martin Asser, da BBC, explica as raízes dos confrontos entre membros dos dois grupos.
O que levou ao aumento na tensão?
As facções rivais palestinas, Fatah e Hamas, têm tentado chegar a um acordo quanto a um governo de unidade que iria resolver a crise iniciada pela vitória do Hamas nas eleições de janeiro e um boicote internacional que teve início logo em seguida.
As negociações estão difíceis e, recentemente, chegaram a um aparentemente incontornável impasse. O presidente palestino Mahmoud Abbas tem sugerido novas eleições como forma de resolver o problema.
Por muitos meses, a tensão vem aumentando nos territórios palestinos, que também passam por uma crise econômica, intensificado pelo cerco militar imposto por Israel e pelas sanções – adotadas por causa da recusa do Hamas em reconhecer Israel.
Sem uma solução à vista, dois fatos recentes reforçaram ainda mais a animosidade entre Fatah e Hamas - a morte de três filhos de um chefe de segurança do Fatah e uma aparente tentativa de assassinato contra a vida do premiê Ismail Haniya.
Os dois lados trocam acusações, mas procurar se distanciar de qualquer responsabilidade pelo ataques realizados contra seus oponentes.
Os atuais confrontos entre as facções estão ocorrendo nas ruas das cidades da Faixa de Gaza e da Cisjordânia e ameçam sair fora de controle.
Qual é a posição dos dois partidos?
O Fatah – facção à que era ligado o líder palestino Yasser Arafat, que morreu em 2004 – apoiou a assinatura dos acordos de Oslo, em 1993, mas o avanço não trouxe paz duradoura à região.
Líderes do Fatah continuam acreditando que acabar com os ataques de palestinos contra Israel é a chave para forçar os israelenses a participarem de negociações de paz, levando a à criação um Estado palestino independente.
O Hamas se recusa a reconhecer a legimitidade de Israel ou a desistir da luta armada para retomar para os palestinos os territórios anexados por Israel em 1948 - terra que eles afirmam que foi perdida quando o Estado de Israel foi estabelecido.
O fracasso do processo de paz e as condições difíceis causadas pela ocupação teriam causado a vitória do Hamas nas eleições parlamentares de 2006.
Muitos eleitores palestinos perdeu a confiança no Fatah, que agora é visto como corrupto e incompetente. Legalistas se ressentem por ter perdido o poder pela primeira vez desde o surgimento do partido na década de 60.
Por que as negociações para a formação de um governo de coalizão palestino, com Fatah e Hamas, são tão difíceis?
As visões de mundo do Fatah e do Hamas são fundamentalmente diferentes.
No coração da filosofia do Fatah (e está é a razão de sua aceitação internacional) está seu reconhecimento do direito de existência do Estado de Israel.
No coração da filosofia do Hamas (e esta é a razão de seu isolamento em relação ao ocidente) está sua recusa em desistir da luta contra Israel, a quem acusa de ignorar os direitos palestinos e cuja legitimidade não reconhece.
Está cada vez mais claro que não há como superar estas diferenças, e isto está associado ao fato de que qualquer compromisso no qual o Hamas assuma uma posição de liderança será provavelmente rejeitado por Israel e seus aliados, como os Estados Unidos.
O que pode acontecer agora?
O Hamas afirma que qualquer tentativa de realizar novas eleições seria um golpe contra um governo eleito nos territórios palestinos.
Ainda é preciso ver se Mahmoud Abbas vai pressionar por uma nova votação - ou se será realmente possível realizar esta nova votação, devido à crescente tensão.
Até o momento, os palestinos sempre foram capazes de se controlar quando a violência interna ameaçou transformar suas vidas em um desastre comparável a uma guerra civil.
Isto ocorre em parte devido a importantes laços familiares e entre clãs, que cruzam as linhas entre as facções na sociedade palestina. Qualquer família pode ter um filho no Hamas, outro no Fatah e um terceiro nas forças de segurança palestinas.
Mas a pressão pode estar aumentando demais, e mesmo esse fato pode não ser suficiente para evitar um conflito em escala maior.
Fontes: International Middle East Center, BBCBrasil.com
Governo cria programa para apreender animais que invadiram parques nacionais e começa a doar a carne aos pobres
Para marcar o lançamento do Gado Zero, na segunda-feira 18 os técnicos do Ibama no Rio irão doar sete toneladas de carne. Nesta primeira fase da distribuição de alimentos, foi feita uma permuta com as indústrias: vacas em troca de carne moída. O primeiro banquete é resultado da apreensão de 74 cabeças recolhidas na serra da Bocaina, numa operação realizada em janeiro, com a ajuda de órgãos como Exército e Polícia Federal. O gado passou por um período de vacinação e engorda e está no ponto de abate. A maior barreira para deslanchar de vez o programa era a logística. Foi nesta primeira operação que o Ibama desenvolveu procedimentos para apreender e distribuir carne de animais domésticos. Foi criada uma rede de parceiros, que inclui ONGs, donos de fazendas e empresas. As operações para recolher gado em reservas eram tão complicadas que os técnicos da Vigilância Sanitária chegaram a interditar a fazenda de um “parceiro” do Ibama, que emprestou o curral para guardar o gado apreendido.
En EEUU aumentan la pobreza el hambre y el desamparo de los ciudadanos pobres «sin casa» que recurren a los programas de asistencia social federales, estadales y municipales, según estudios realizados por agencias gubernamentales en 24 ciudades del país, pero el gobierno de George Bush desea terminar con esa realidad espinuda… eliminando los estudios que miden científicamente las necesidades de los más excluidos en la sociedad estadounidense.Seguramente esta es la última oportunidad en que me pueda dirigir a ustedes. La Fuerza Aérea ha bombardeado las torres de Radio Portales y Radio Corporación.
Mis palabras no tienen amargura, sino decepción, y serán ellas el castigo moral para los que han traicionado el juramento que hicieron... soldados de Chile, comandantes en jefe titulares, el almirante Merino que se ha auto designado, más el señor Mendoza, general rastrero... que sólo ayer manifestara su fidelidad y lealtad al gobierno, también se ha nominado director general de Carabineros.
Ante estos hechos, sólo me cabe decirle a los trabajadores: ¡Yo no voy a renunciar! Colocado en un tránsito histórico, pagaré con mi vida la lealtad del pueblo. Y les digo que tengo la certeza de que la semilla que entregáramos a la conciencia digna de miles y miles de chilenos, no podrá ser segada definitivamente.
Tienen la fuerza, podrán avasallarnos, pero no se detienen los procesos sociales ni con el crimen... ni con la fuerza. La historia es nuestra y la hacen los pueblos.
Trabajadores de mi patria: Quiero agradecerles la lealtad que siempre tuvieron, la confianza que depositaron en un hombre que sólo fue intérprete de grandes anhelos de justicia, que empeñó su palabra en que respetaría la Constitución y la ley y así lo hizo. En este momento definitivo, el último en que yo pueda dirigirme a ustedes, quiero que aprovechen la lección. El capital foráneo, el imperialismo, unido a la reacción, creó el clima para que las Fuerzas Armadas rompieran su tradición, la que les enseñara Schneider y que reafirmara el comandante Araya, víctimas del mismo sector social que hoy estará en sus casas, esperando con mano ajena reconquistar el poder para seguir defendiendo sus granjerías y sus privilegios.
Me dirijo sobre todo, a la modesta mujer de nuestra tierra, a la campesina que creyó en nosotros; a la obrera que trabajó más, a la madre que supo de nuestra preocupación por los niños. Me dirijo a los profesionales de la patria, a los profesionales patriotas, a los que hace días estuvieron trabajando contra la sedición auspiciada por los Colegios profesionales, colegios de clase para defender también las ventajas que una sociedad capitalista da a unos pocos. Me dirijo a la juventud, a aquellos que cantaron, entregaron su alegría y su espíritu de lucha. Me dirijo al hombre de Chile, al obrero, al campesino, al intelectual, a aquellos que serán perseguidos... porque en nuestro país el fascismo ya estuvo hace muchas horas presente en los atentados terroristas, volando los puentes, cortando la línea férrea, destruyendo los oleoductos y los gasoductos, frente al silencio de los que tenían la obligación de proceder: estaban comprometidos. La historia los juzgará.
Seguramente Radio Magallanes será acallada y el metal tranquilo de mi voz no llegará a ustedes. No importa, lo seguirán oyendo. Siempre estaré junto a ustedes. Por lo menos, mi recuerdo será el de un hombre digno que fue leal a la lealtad de los trabajadores.
El pueblo debe defenderse, pero no sacrificarse. El pueblo no debe dejarse arrasar ni acribillar, pero tampoco puede humillarse.
Trabajadores de mi patria: Tengo fe en Chile y su destino. Superarán otros hombres este momento gris y amargo, donde la traición, pretende imponerse. Sigan ustedes, sabiendo, que mucho más temprano que tarde, de nuevo, abrirán las grandes alamedas por donde pase el hombre libre, para construir una sociedad mejor.
¡Viva Chile! ¡Viva el pueblo! ¡Vivan los trabajadores!
Estas son mis últimas palabras y tengo la certeza, de que mi sacrificio no será en vano. Tengo la certeza de que, por lo menos, habrá una lección moral que castigará la felonía, la cobardía y la traición.