É o tipo de atitude humanista reveladora e que fez toda a diferença para tantas pessoas, brasileiros ou não, que estavam no Líbano durante a ofensiva das Forças Armadas de Israel no ano passado.
O texto abaixo é do Bourdoukan, publicado na Caros Amigos de março deste ano.
Orgulho de ser brasileiro
Cercados por todos os cantos, enquanto tentam se abrigar da chuva de bombas israelenses, libaneses nascidos no Brasil aguardam o momento final quando seus corpos irão se juntar aos corpos destroçados de idosos, mulheres e crianças.
Nada mais lhes resta, a não ser a fé em Deus e a esperança de um milagre. E quando tudo parecia abandoná-los, já desistindo de qualquer possibilidade de salvação, seus olhos não acreditam no que vêem: viaturas rompendo por vias, vielas e onde mais pudessem circular, aproximam-se.
Ostentam a bandeira verde-amarela. É o Brasil, que pela primeira vez em 500 anos, atravessa os sete mares para resgatar seus filhos.Buzinas e faróis dos salvadores misturam-se às lágrimas e gritos de alegria de brasileiros e filhos de brasileiros que jamais imaginariam amar tanto aquela bandeira que iria trazê-los de volta ao Brasil.
Afinal, esta não era a primeira, nem segunda ou centésima vez que brasileiros se viram nessa situação.E nunca puderam contar com seus governantes. Algo mudou, todos falam ao mesmo tempo.Algo mudou!
O Brasil resgatou mais de três mil libaneses. E dando exemplo de solidariedade ao mundo, entre os brasileiros resgatados havia chilenos, colombianos e cidadãos de outros países que não do continente sul americano.
A Força Aérea Brasileira com seus aviões, o Itamaraty com seu Chanceler e diplomatas, em nenhum momento titubearam. Foram incansáveis e somente quem passou pelo desespero que esses brasileiros passaram pode entender o significado da altivez que suas faces exibem hoje: o orgulho de ser brasileiro e de acreditar que o seu país estará presente, haja o que houver, estejam onde estiverem.
Passados seis meses, eis que Muhammad, me telefona do Líbano para dizer que jamais imaginaria que a atitude do governo brasileiro repercutiria tanto. É maravilhoso, me diz. Imagina você que por onde passo sou cumprimentado. Beijos e tapinhas nas costas fazem parte hoje do meu dia-a-dia e de todos aqueles que de uma maneira se identificam com o Brasil. Outro dia entrei numa doceira e quando viram a bandeira do Brasil estampada, não quiseram me cobrar. Todos me dizem Lula abadoi. Lula é valente!
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sexta-feira, maio 11, 2007
segunda-feira, março 19, 2007
"Estado de Resistência" - Qual é o negócio do agronegócio?

Ilustração: Latuff
Da Agência Brasil:
Qual é o negócio do agronegócio? O que há por trás da monocultura e da transgenia? Qual é o papel da mídia nesse processo? Quais são as relações entre a produção de alimentos e a cultura de um povo? Com uma câmera e essas perguntas na mão, a diretora Berenice Mendes produziu o documentário Estado de Resistência, que será exibido na terceira edição do programa DOCTV.
O filme tem estréia nacional em junho, com exibição nas TVs públicas, e aborda o avanço dos transgênicos e os reflexos desse processo na padronização dos hábitos alimentares da sociedade. Atualmente, no Brasil, o cultivo de organismos geneticamente modificados representa grande parte da produção de soja. As sementes são compradas de multinacionais produtoras da tecnologia ou pirateadas de outros países da América do Sul.
Atualmente, é possível encontrar produtos oriundos de alimentos geneticamente modificados nas prateleiras dos supermercados. Essa tendência é defendida por agricultores e grandes empresas, que apontam avanços na produtividade, mas também é criticada por muitos ambientalistas, que temem seus efeitos sobre a biodiversidade.
De acordo com a diretora Berenice Mendes, o enfoque inicial do documentário era mais científico, mas durante o processo de pesquisa a idéia mudou. O resultado foi um discurso contra esse processo vivido no Brasil e no mundo, a partir do exemplo do Paraná, um dos maiores produtores de grãos do país. “Percebi que não era apenas a introdução dessa tecnologia na agricultura. Na realidade, o que estamos sofrendo é um processo de manipulação do padrão alimentar da população”.
O documentário aponta ainda como o processo do agronegócio tem afetado a perda dos modos tradicionais de produção e, até mesmo, a própria manutenção de hábitos culturais. “Antigamente, o convívio familiar e a comemoração de festas era toda feita em casa, em volta da preparação da comida, e isso tudo está se perdendo com a compra dos alimentos industrializados. Isso vai efetivamente transformando culturalmente a sociedade”, comenta Mendes.
A diretora ressaltou que o material representa uma “primeira abordagem”, “não aprofundada”, para se refletir a introdução e os impactos dos transgênicos no Paraná. “O nome do documentário expressa a resistência ao avanço do agronegócio. Mas ao final, acabei negando esse título. Acho que é preciso mais do que resistir a esse processo, é preciso ter uma atitude ofensiva. Precisamos começar a agir efetivamente”.
Atenta ao debate atual sobre o tema, a diretora também comentou sobre a possibilidade da sanção presidencial, nesta semana, da medida provisória que altera as regras para se aprovar transgênicos na Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNbio). Segundo ela, se for sancionada, o presidente estará ajudando a fragilizar a comissão, responsável por avaliar tecnicamente o impacto de cada variedade e pesquisa. “Isso seria se dobrar ao lobby da química fina e permitir a contaminação do que temos de mais precioso”, argumenta.
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