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sábado, junho 09, 2007

Entrevista exclusiva de Lula à Al Jazeera na TeleSur hoje

Lula: EEUU ha tenido gran participación en golpes de Estado en América Latina

En una entrevista exclusiva para la cadena Al Jazzera en inglés, que TeleSUR transmitirá este sábado a las 19H00 (Caracas), el presidente de Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, aseguró la participación de EEUU en los golpes de Estado desarrollados en América Latina.


El Presidente de Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva aseguró que EEUU ha tenido una gran participación en las políticas internas latinoamericanas. En la conversación exclusiva que sostuvo con la cadena internacional Al Jazzera, y que será transmitida por TeleSUR para toda América Latina, Lula resaltó la actuación de Washington en los derrocamientos militares en latinoamerica.

"Los golpes militares que acontecieron en toda América Latina: Chile, Argentina, Uruguay y Brasil, apenas para dar algunos ejemplos, contaron con una gran participación de la política externa de EEUU", explicó el presidente de Brasil.

En la entrevista, que TeleSUR difundirá en su totalidad este sábado a las 19H00 (Caracas), el mandatario brasileño dijo además, que EEUU carece de disposición para contribuir con el desarrollo de América Latina.

"Nunca vi una política americana para contribuir con el desenvolvimiento de los países más pobres de América Latina. Por eso, la región latinoamericana tiene una visión antagónica del gobierno estadounidense. Además, la imagen de EEUU, por ejemplo, en la guerra de Vietnam, en la guerra de Irak, Bahía de Cochinos en Cuba, representan intervenciones por las que se han confrontado hasta los propios americanos", explicó.


Relación irreconciliable

Por otro lado, Lula manifestó que es "casi imposible" que los presidentes de Venezuela, Hugo Chávez, y Estados Unidos, George W. Bush, establezcan una nueva relación y sólo consideró posible una buena relación entre ambos países "con otro presidente de la República".


El mandatario brasileño consideró "curiosas" las diferencias que existen entre Chávez y Bush, debido a la necesidad que existe entre ambos mandatarios por el petróleo.


"Me parece muy curiosa la pelea del presidente Chávez con el presidente Bush, porque Estados Unidos necesita del petroleo de Venezuela, y Venezuela necesita vender petróleo a Estados Unidos. Entonces, es una pelea que muchas veces yo no consigo entender", comentó.


Explicó sin embargo que la política antiestadounidense del presidente venezolano se debe a la subordinación que experimentó Venezuela ante la política norteamericana, y por la participación de Washington en el golpe de Estado contra Chávez de 2002.


"Pienso que durante muchos años, la política de la propia Venezuela fue muy subordinada a la politica americana, sobretodo en relación al petróleo, y es contra esto que el presidente Chávez se insurge y también porque el presidente Chávez tiene en cuenta que fueron los americanos que intentaron derrocarlo", precisó.


No obstante, Lula aclaró que para Brasil, tanto Venezuela como EEUU "son dos países amigos y lo que nosostros queremos es que ellos vivan en paz y sobretodo que los dos vivan en paz con Brasil", sentenció.


Buenas relaciones, pese a divergencias

El presidente Lula destacó la buena relación que tiene con su par venezolano, a quien consideró como un "amigo y compañero", y manifestó tener "confianza en el presidente Chávez" de la misma forma en que, aseguró, el presidente venezolano "tiene confianza en mí".


"Chávez es un compañero que tiene una relación extraordinaria conmigo personalmente y con Brasil. Brasil tiene interés en Venezuela. Chávez tiene interés en Brasil, tenemos alianzas. Estamos construyendo una refinería como socios. Hay muchas inversiones de Brasil en Venezuela, y creo que esta amistad seguirá", enfatizó.


Con respecto al tema del etanol, que Chávez ha criticado, Lula aclaró que no existe "discordacia" con su par venezolo, pues cada uno está claro en "que cada país tiene soberanía para decidir su matriz energética".


"Lo que hay es que Chávez gobierna un país que tiene mucho petróleo, por lo tanto, los biocombustibles para él no tienen el mismo peso (...) Chávez es un comprador de etanol de Brasil por lo tanto tenemos mucha claridad de que cada país tiene soberania para decidir su matriz energética", precisó.


Lula destacó que, aunque Brasil es "autosuficiente en petróleo", los biocombustibles "contribuyen con la descontaminacion del planeta, con generación de renta y es la posibilidad del contienente africano, en el siglo XXI, de ser menos pobres de lo que fue en el siglo XX".


"Yo sueño con los paises ricos comprando biocombustibles y comprando etanol de los países africanos. Es todo lo que quiero: generar riqueza, generar empleo y distribuir la renta", expresó.


via Telesurtv.net

sexta-feira, abril 20, 2007

América Latina e Amazônia, quem banca os grandes projetos?









Texto de Guilherme Carvalho, publicado pela Adital - Agência de Notícias e Revista Eletrônica da América Latina e Caribe. Guilherme Carvalho é técnico da FASE Amazônia e ex-coordenador da Rede Brasil sobre Instituições Financeiras.


América Latina e Amazônia, quem banca os grandes projetos?

O Brasil é membro associado do Grupo Banco Mundial (BIRD), do Banco Interamericano de Desenvolvimento - BID, do Fundo Monetário Internacional - FMI e da Corporação Andina de Fomento - CAF, entre outras. Os bancos multilaterais são instituições financeiras. E ganham vida com os países membros, que são os sócios majoritários. Cada instituição tem uma representação dos governos associados.

O Grupo Banco Mundial - GBM é composto por diferentes organismos, como o Banco Mundial que é voltado ao financiamento das ações governamentais e a Corporação Financeira Internacional - CFI. O braço do GBM que financia somente a iniciativa privada. Esta, por exemplo, foi quem efetivou um empréstimo ao Grupo Bertin que adquiriu por R$ 30 milhões a unidade do Frigorífico Marabá, localizada em Marabá, no sudeste paraense, que tem capacidade de abater mil animais/dia.


O Grupo Bertin pretende consolidar a sua verticalização através da instalação um curtume próximo a unidade de Marabá para a produção de couros semi-acabados. Então, podemos imaginar as prováveis conseqüências desse financiamento para esta região por conta do incentivo que o mesmo gera à expansão da atividade pecuária.


O problema é que os financiamentos da CFI não passam pela aprovação do parlamento brasileiro, diferentemente do que ocorre com os empréstimos aos governos. Ou seja, os termos dos contratos de empréstimos firmados entre as partes são completamente desconhecidos da sociedade. A questão é grave, a se considerar a capacidade dos impactos negativos sobre a população e o ambiente dos empreendimentos privados beneficiados.


O BID, por sua vez, financia a execução de diversos projetos na Amazônia, como o PROSAMIN. O programa é um empreendimento de urbanização de áreas alagadas de Manaus, capital do Amazonas. O interessante nesse caso é que o saneamento manauara foi privatizado, tendo sido repassado a um grande grupo francês que atua nesse setor em diferentes países. Ou seja, o governo estadual contraiu um empréstimo em dólar para executar obras de infra-estrutura urbana em Manaus. Mas quem vai ganhar com isso tudo é a concessionária privada que não terá que desembolsar recursos para realizar tal empreendimento. Enquanto que o poder público, ou melhor dizendo, a sociedade amazonense, terá que arcar com os custos do empréstimo. Isso é que é parceria público-privado! Em outras palavras, o estado socializa as despesas com a sociedade, e a empresa pública capitaliza os lucros.


Vale registrar que o Brasil tem enorme poder tanto dentro do BID, pois está entre os maiores acionistas da instituição. Tem peso decisivo na definição das políticas implementadas por esse banco na América Latina. Com o Grupo Banco Mundial a regra se repete. O país é um acionista relevante, e um grande tomador de empréstimos além de excelente cliente.


Também é preciso dizer que somente o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES tem mais recursos para investimentos do que o BIRD e o BID juntos. Somente a carteira de projetos do BNDES possui mais de R$ 60 bilhões para 2007. O que o BIRD e o BID dispõem para o Brasil no mesmo período pode ser considerada uma ninharia diante dessa soma. Então, por que continuamos a pegar empréstimos dessas instituições?


Em relação ao Brasil, o BID, o BIRD e mesmo o FMI na atualidade não são importantes por causa dos empréstimos. E sim pelo fato que são grandes produtores de conhecimentos e formuladores de políticas que são implementadas no país. Além de formarem boa parte da elite tecnoburocrática brasileira. O poder dessas instituições é tão forte que alguns dos conceitos elaborados no seu interior acabam sendo incorporados até mesmo por movimentos sociais e ongs, como a idéia de boa governança.


No caso do BNDES, este banco há muito deixou de atuar somente no Brasil, posto que financia empreendimentos em diferentes países ao redor do planeta. É o principal instrumento do Brasil para garantir a efetivação da Iniciativa para a Integração da Infra-estrutura Regional Sul-Americana - IIRSA. Um conjunto de ações e arranjos institucionais para viabilizar a integração econômica dessa parte da América. É o BNDES o principal financiador dos empreendimentos previstos pelo Programa de Aceleração da Economia - PAC.


Na Amazônia, o Complexo Rio Madeira, em Rondônia, a expansão das monoculturas de exportação e para a produção de biocombustíveis, abertura de estradas, a expansão e a modernização das redes de portos e aeroportos contarão efetivamente com recursos desse banco. Não obstante, não existe atualmente qualquer mecanismo de controle social sobre as ações do BNDES. Que, nesse caso, chega ser mais conservador do que o BIRD e o BID.


É o BNDES também quem financia diversos empreendimentos nos países sul-americanos que interessam diretamente ao Brasil, como o asfaltamento de estradas no Peru, a fim de viabilizar o escoamento da soja nacional para os países asiáticos pelos portos daquele país no Pacífico. Bem como muitos outros projetos nos demais países da região que interessam fundamentalmente ao setor privado brasileiro e/ou articulados a grandes grupos econômicos internacionais - Cargil, por exemplo.


Para atingir esse objetivo o BNDES tem efetivado parcerias com a Corporação Andina de Fomento, cujos sócios majoritários são a Colômbia, Peru, Bolívia, Equador e Venezuela, para garantir os financiamentos necessários à implementação da IIRSA. Portanto, não foi mera coincidência o fato de o Brasil ter se tornado sócio da CAF, através da aquisição de cerca de 10% das ações daquela instituição, e de alguns setores do governo federal levantarem a proposta de que o Banco do Sul, proposto por Chaves, se constitua a partir da maior integração entre o BNDES e a CAF.


Como se vê o Brasil tem tido um papel ativo na estratégia de integração econômica sul-americana, definido de modo claro no atual Plano Plurianual do governo federal, e age com desenvoltura no interior dos bancos multilaterais para atingir esse objetivo. Nesse sentido, precisamos romper com a idéia de que o nosso país é vítima dessas instituições.


Posto que nosso país participa da formulação das políticas apoiadas pelas mesmas no nosso continente. E não sermos um sócio qualquer no interior delas. Cabe aos movimentos sociais e ongs colocarem em sua pauta o debate sobre os bancos multilaterais, desenvolver ações de pressão sobre elas e tirar o parlamento brasileiro da letargia quando se trata dos acordos internacionais.


terça-feira, abril 03, 2007

Quer informação diversificada e atualizada sobre a Venezuela?













notiven.com

O site é uma espécie de central da mídia venezuelana (mas não apenas venezuelana) - agências de notícias, jornais, rádios, revistas, redes de televisão estão relacionados na coluna no lado esquerdo, e ao clicar ali boa parte dos conteúdos é disponibilizada na própria página.

Na outra-esquerda tem uma coluna que, pelo que pude perceber, é atualizada a todo momento sobre todo conteúdo que é publicado na internet sobre a Venezuela em todos os idiomas.

Foi assim que eles me lincaram e acabei conhecendo o site.
Sei lá, provavelmente não se trata de nenhuma novidade a não ser para mim. De qualquer forma, considerei válido compartilhar a descoberta.

sexta-feira, março 16, 2007
















ilustração do Latuff


Como neste mundinho capitalista o que acaba pesando mesmo é a grana, as ninharias oferecidas por Bush o levaram ao ridículo (como se já não fosse), sobretudo se comparado aos apoios bem mais significativos, neste e em todos os outros sentidos, não tão capitalisticamente falando, oferecidos por Chávez ao longo de seu giro paralelo pela América Latina.

Só pra dar uma idéia...até o jornal El Universal, virulentamente direitista, conforme citado no texto do leftside, publicou críticas aos tímidos investimentos e auxílios destinados anualmente à região pelo governo norte-americano, fazendo inclusive uma comparação com os gastos na guerra no Iraque e, quase inacreditavelmente, com as somas ofertadas pelo próprio Chávez!!!

Como sou pouco (muito!) desconfiada, fico logo com um elefante atrás da orelha, pensando...tudo bem, agora que até as colunas da casa branca percebem as sandices da administração Bush, como é de praxe, eles começam a sinalizar diferente pra ter condições de permanecer sem mudar nada - mas, entonces, com que tipo de direita norte-americana eles estarão se aliançando agora? a do Michael Moore? os outros jesus freaks? Giuliani? sei não.. alguém aí responda, se puder, por favor.

Por via das dúvidas, fui dar uma fuçada lá no tal jornal, e encontrei esta matéria no mínimo curiosa.

terça-feira, março 13, 2007