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segunda-feira, julho 23, 2007

"Serra lidera o golpe mediático"

Do Paulo Henrique Amorim, no Conversa Afiada:

Serra lidera o golpe mediático

Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil.


. O jornalista Fernando Rodrigues publicou em seu site no Uol a íntegra de um parecer do IPT feito depois da obra na pista principal de Congonhas.


. O laudo é claríssimo: a pista principal de Congonhas é de excelente qualidade.


. A Folha de S. Paulo, que é dona do Uol e emprega Fernando, escondeu a notícia.


. O Conversa Afiada contou essa história.


. E previu que o laudo publicado por Fernando poderia ser “revisado” pelo presidente eleito José Serra, que manda no IPT.


. Agora, a manchete do Último Segundo do iG contém informação do Observatório da Imprensa, de autoria do jornalista Luis Weiss, editorialista do Estadão (clique aqui).


. Ele apresenta um outro relatório do IPT.


. Que não libera a pista.


. O que Fernando tinha publicado não era uma “liberação” da pista.


. Mas, o parecer de um órgão supostamente sério e ilibado, que falava da excelência da pista de Congonhas.


. O laudo de Weiss, quatro dias depois, é outro.


. O que leva à conclusão de que o presidente eleito José Serra tem a pretensão de utilizar o IPT como carta de manobra num jogo político que está na cara de todo mundo: um golpe de Estado, liderado pela mídia golpista, de que ele será o maior beneficiário.


. Obter pelo golpe o que não conseguiu nas urnas.


. E usar a mídia como a tropa de infantaria.


quarta-feira, maio 23, 2007

Não vai ter outro Roberto Jefferson

Do Conversa Afiada, do Paulo Henrique Amorim

Máximas e Mínimas 411

. Uma das razões da crise do chamado “mensalão”(*) foi que o então deputado Roberto Jefferson pediu garantias ao Governo de que a Polícia (Republicana) Federal não iria atrás dele.

. Foi assim que ele se tornou aquela combinação de Carlos Lacerda com Gautama Buda, para a mídia conservadora (e golpista).


. A partir daí naquele processo retro-alimentador entre os parlamentares golpistas e a mídia golpista, quase o Governo Lula caiu.


. Agora, a crise desfechada pela “Operação Navalha” não deve provocar efeito comparável.


. Assim como no episódio que começou com a entrega de propina a um homem de confiança de Roberto Jefferson nos Correios, a crise gerada pela “Operação Navalha” foi liderada e conduzida pela Polícia (Republicana) Federal.


. Foi o Presidente Lula quem deu autonomia ao Dr. Paulo Lacerda para dirigir a Polícia (Republicana) Federal de acordo com as razões do Estado.


. Por sua vez, o Dr. Paulo Lacerda confere a seus delegados autonomia para que dirijam as operações de uma forma profissional, responsável e independente.


. A queda do Ministro Silas Rondeau atinge no âmago a coalizão que sustenta o Presidente Lula, porque dela o ex-presidente José Sarney, que indicou Rondeau, é líder proeminente.


. No PMDB do Presidente Sarney a “Operação Navalha” atinge o presidente do Senado, Renan Calheiros. Outro líder da coalizão que sustenta o Presidente Lula.


. Porém, a “Operação Navalha” é obra do Governo do Presidente Lula e contra a qual nem mesmo os membros da coalizão do Governo podem se levantar.


. O Governo Lula tem a autoridade moral de presidir uma Polícia (Republicana) Federal muito diferente daquela que existia na assim chamada “Nova República”.


. É bom recordar que no Governo do Farol de Alexandria a ação mais notável da Polícia (Não Republicana) Federal foi imiscuir-se numa operação eleitoral para destruir a candidatura de Roseana Sarney e eleger José Serra Presidente da República.


. É bom recordar que finda a ação, o agente da Polícia (Não Republicana) Federal enviou mensagem para o Presidente da República no Palácio da Alvorada com a frase: “missão cumprida”.


. Os tempos mudaram.


. Roberto Jefferson está mais perto de ir para a cadeia do que de ressuscitar.


(*) Como se sabe, o “mensalão” é uma expressão que a mídia conservadora (e golpista) emplacou. O “mensalão”, ou seja, o pagamento mensal a deputados da base governista, não se provou até hoje. Como lembra, Mino Carta, como explicar que Roberto Brandt, líder da oposição, pudesse ser acusado de receber um “mensalão”?